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17 janeiro 2008

Livraria Lello

Hoje enquanto jantava, assistindo ao noticiário, ouvi uma notícia que me deixou exultante e simultaneamente arrepiada de surpresa pela coincidência dos acontecimentos: o jornal The Guardian nomeou a Livraria Lello (no Porto) com o 3º lugar, na categoria das mais belas livrarias do Mundo. Fiquei feliz por estar uma livraria portuguesa no pódio mundial e surpresa pela coincidência de estar sempre a lembrar-me dela e a compará-la com outras duas belíssimas livrarias (que me têm bailado insistentemente na memória nestes últimos dias), as que ficaram em primeiro e segundo lugar. Respectivamente a "Boekhandel Selexyz Dominicanen" em Maastricht (Holanda) e a "El Ateneu" em Buenos Aires (Argentina)... parece que ando com as ideias bem sintonizadas... ;-)
Todas as eleitas constituem dignos projectos de arquitectura orientada para realçar a companheira nobreza dos livros e excelentes motivos para justificar uma visita ou uma viajem.
Mais imagens da nossa belíssima Lello aqui.

05 novembro 2007

Grande Prémio Cultural

«Os ministros da Cultura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) anunciaram hoje a criação de um Grande Prémio Cultural, a ser atribuído de dois em dois anos.

Ainda não foi definido o montante do prémio mas no mínimo será de 50 mil euros.

O prémio será assegurado por todos os países da CPLP e destina-se a distinguir uma instituição ou um trabalho pela excelência na criação ou produção artística ou intelectual, na área cultural e no país onde se realize o encontro de ministros nesse ano.

Os ministros aprovaram também a realização de uma Feira Cultural da CPLP no país anfitrião dos encontros e apoiaram a proposta de que Angola, Brasil e Portugal se responsabilizem, técnica e financeiramente, pela criação de um portal da CPLP na Internet dedicado à Cultura.

Para a ministra da Cultura de Portugal, Isabel Pires de Lima, falta visibilidade à cultura dos oito países, pelo que é necessária «uma visão estratégica de como melhorar e valorizar a cultura da CPLP no mundo». A ministra portuguesa considerou o Prémio e a Feira da Cultura da CPLP instrumentos que podem ajudar nessa divulgação e incentivou todos os Estados a ratificar a convenção da UNESCO sobre protecção e promoção da diversidade de expressão artística e cultural.»

(Fonte: Sol)

CPLP é formado por Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde e Guiné-Bissau, S. Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Brasil.

23 outubro 2007

espólio de Jorge Amado

Agora uma notícia que ameaça empobrecer o Brasil, ao nível cultural: a possibilidade de o espólio de Jorge Amado ser doado a uma universidade norte americana.
A família de Jorge Amado afirmou que admite doar a uma universidade nos Estados Unidos as 250 mil peças de valor histórico e literário do acervo do escritor, por falta de recursos para as conservar. Notícia aqui.

Com tanto "mensalão" mal empregue, se algum político em crise de consciência, se lembrasse de "lavar a grana" e contribuir para a dignificação do seu país, poderia lançar mão a esta situação e ainda sair-se como herói da estória. Já agora: lembrem-se também do Tom Jobim!

Saravá, para quer for de saravá,
benção para quem for de benção!

22 outubro 2007

Real Gabinete Português de Leitura


Passo a transcrever um pouco da história desta instituição e convido à sua leitura integral ao longo do seu site, vale a pena navegá-lo e apreciar a beleza deste edifício.

«Em 14 de Maio de 1837, um grupo de 43 emigrantes portugueses do Rio de Janeiro - e deve-se sublinhar que isto ocorre somente 15 anos depois da Independência do país (...) resolveu criar uma biblioteca para ampliar os conhecimentos de seus sócios e dar oportunidade aos portugueses residentes na então capital do Império de ilustrar o seu espírito. Entre esses homens, cuja maioria era composta de comerciantes da praça, estavam alguns que haviam sido perseguidos em Portugal pelo absolutismo e que tinham emigrado para o Brasil. (...)

É possível que ao se preocuparem com o nível de instrução de seus compatriotas e ao quererem incutir em muitos o gosto pela leitura, os fundadores do “Gabinete” tenham sido inspirados pelo exemplo vindo da França, onde, logo seguir à revolução de 1789, começaram a aparecer as chamadas “boutiques à lire”, que nada mais eram do que lojas onde se emprestavam livros, por prazo certo, mediante o pagamento de uma determinada quantia. Os “gabinetes de leitura” criados no Brasil pelos portugueses (...) diferenciam-se, entretanto, daqueles estabelecimentos franceses por uma característica: é que neles não se fazia qualquer pagamento pelo empréstimo do livro. O sócio, ou o leitor, consultava-o na biblioteca ou levava-o para casa, sem que isso implicasse, para ele, em qualquer encargo.

(Com o) crescimento do acervo bibliográfico basta mencionar que em 1872 a biblioteca já possuía 20.471 obras (ou 44.917 volumes) (...) os dirigentes começam a pensar em construir uma sede de maiores dimensões e condizente com a importância da instituição. (...) E as comemorações do tricentenário da morte de Camões (1880) vão ser o grande pretexto para motivar a “colônia” portuguesa e levar adiante o projeto. Portugal atravessava crises medonhas (e) portugueses do Rio de Janeiro, de sólida formação intelectual e de grande prestígio, como Eduardo Rodrigues Cardoso Lemos, José Vasco Ramalho Ortigão, Visconde de Morais e outros, resolve fazer da participação da “colônia” nas celebrações camonianas um contraponto às disputas e à mesquinhez de além-mar. (Enfim... a história é cíclica...!)

(...) em 10 de Junho de 1880, com a presença do imperador D. Pedro II, do ministro do Império Barão Homem de Mello e do Presidente da Câmara Municipal Dr. Adolfo Bezerra de Menezes, é lançada a primeira pedra para a construção da nova sede do Gabinete Português de Leitura no terreno da rua da Lampadosa que tinha sido adquirido para esse fim.O projeto escolhido foi o do arquiteto português Rafael da Silva Castro, com seu traço neomanuelino a evocar a epopéia camoniana. O edifício, em pedra de lioz, com estátuas de Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, do Infante D. Henrique e de Luís de Camões sobre as mísulas da fachada, foi inaugurado em 10 de Setembro de 1887, com a presença da Princesa Isabel e do Conde D’Eu. Os trabalhos de construção tinham sido dirigidos pelo arquiteto Frederico José Branco e as pinturas e decorações em relevo estiveram a cargo do artista Frederico Steckel.

(Actualmente) O Real Gabinete Português de Leitura possui a maior e a mais valiosa biblioteca de obras de autores portugueses fora de Portugal.O seu acervo, inteiramente informatizado, é da ordem de 350.000 volumes. A biblioteca recebe de Portugal, pelo estatuto do "depósito legal", um exemplar das obras publicadas no país. »

Rússia em destaque #2

O Palácio Nacional de Mafra, onde decorre na sexta-feira a cimeira entre União Europeia e Rússia, inaugura nesse dia uma exposição que demonstra o interesse que o país suscita no Ocidente desde há muito.
«A Rússia na Biblioteca do Real Paço de Mafra» é o título da exposição que vai reunir cerca de 100 obras da biblioteca (livros, documentos, cartografia) e outras cedidas por coleccionadores particulares (por exemplo armas, moedas, ícones). «Quando soubemos que a cimeira decorreria no Palácio, fomos à biblioteca procurar obras que ou fossem russas ou falassem da Rússia e encontrámos cerca de 800 títulos«, referiu a directora deste monumento, Margarida Montenegro.

A biblioteca de Mafra, que ocupa a mais vasta de todas as salas do edifício, possui cerca de 38 mil livros, que vão do século XV ao século XIX. Para a directora, as «histórias da Rússia» encontradas na biblioteca «demonstram o interesse que já tinha ao tempo de D. João V».

(fonte: Diario Digital)

Rússia em destaque #1

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Serão apresentados a partir de 26 de Out., cerca de 600 peças pertençentes ao Museu Hermitage, numa exposição que abrange dois séculos de arte e cultura russas. «Nunca houve no estrangeiro uma exposição tão grande do Hermitage», afirmou o comissário científico da exposição, Fernando António Baptista Pereira.
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'Arte e Cultura do Império Russo nas Colecções do Hermitage - de Pedro, o Grande, a Nicolau II' é o título da mostra que ficará na galeria D. Luís I do Palácio Nacional da Ajuda até 17 de Fevereiro.
A entrada custará 6€, mas no primeiro dia (sexta-dia, 26) estará aberta ao público das 21h às 24h gratuitamente.
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Esta constitui a primeira de três exposições do Hermitage, que irão decorrer em Portugal até 2009 e que serão «um teste» à abertura de um pólo permanente do museu russo em Lisboa em 2010, disse à Lusa a ministra da Cultura Isabel Pires de Lima. A realização destas exposições, em 2007, 2008 e 2009, está prevista num protocolo assinado entre o Instituto dos Museus e Conservação (IMC) e o Museu Hermitage, antes da instalação de um pólo permanente desse museu, prevista para 2010.
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Entretanto, de Londres vem a notícia do encerramento da sua filial Hermitage... Motivo: problemas de financiamento e ao aumento dos custos da realização de exposições, noticiou hoje o diário russo Kommersant. Citando a agência Bloomberg, o jornal escreve que a filial londrina do Hermitage vai ser encerrada por «razões financeiras provocadas pelo aumento crescente do preço da realização das exposições».... (!)
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É preocupante... se uma cidade como Londres (UK), com a vida e o turismo cultural que se lhe conhece, não consegue suportar estes encargos financeiros, será que Lisboa (Portugal) o vai conseguir? Pergunto: será que o mecenato continuará a injectar capital depois deste polo cultural passar a museu e deixar de constituir novidade? Tomara que sim.

exposição sobre os descobrimentos em Bruxelas

Muito do património artístico e cultural de Portugal anda em "tournee" por este mundo fora. Assim, a exposição «Encompassing the Globe» sobre os Descobrimentos Portugueses, que foi apresentada durante o Verão em Washington, abre ao público na sexta-feira 26 de Out. em Bruxelas, no âmbito do festival Europalia.
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A exposição sobre os Descobrimentos, que tem por subtítulo «Portugal e o Mundo nos séculos XVI e XVII», chega ao Palácio de Belas Artes de Bruxelas (Bozar) e pretende mostrar o impacto cultural de Portugal no mundo.
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O facto de Portugal presidir este semestre à União Europeia (UE), leva-nos a ter uma participação especial no festival cultural belga Europalia.europa, que decorrerá até Fevereiro de 2008 e celebra os 50 anos da construção europeia. Recordo aqui a exposição com igual temática e maior acervo, que já está patente em Berlim.

13 outubro 2007

gestão cultural + cultura e criatividade

Estive presente no 1º Encontro de Gestão Cultural e Forum Cultura e Criatividade e tenho que dar os parabéns pela selecção de oradores apresentada. Apenas 3 ficaram aquém das minhas expectativas. Também não estiveram presentes José Mateus (porque estava prestes a ser avô, parabéns!) e os vereadores das C.M. de Matosinhos e Portimão.
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No geral as apresentações foram muito vividas, pragmáticas, reflexo de uma verdadeira prática no terreno, sem cair em declarações de intenções ou discursos teóricos e herméticos. O período de perguntas e debate entre oradores e público também foi interessante e gerou algumas intervenções mais assertivas.
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Aqui ficam algumas notícias colhidas da net, que cobrem algumas das intevenções:
Ana Fontoura Pires, João Isidoro, Amadeu Albergaria, Pedro Costa + Guta Moura Guedes + Carlos Coelho. Para desenvolver este último tema, aconselho a fazer umas leituras mais aprofundadas e bem explicadas no blog Industrias Culturais.