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28 janeiro 2008

Museus do Século XXI

Exposição sobre a arquitectura de museus construídos entre 2000 e 2010 um pouco por todo o mundo. Os projectos escolhidos são apresentados através de fotografias, simulações, plantas, desenhos, animações em DVD e vídeos. Tenta-se reflectir as funções da arquitectura contemporânea ao serviço da exibição de obras de arte, assunto que tem despertado um forte debate nas últimas décadas.

Suzanne Greub, directora do Art Centre Basel, em Basileia, é a impulsionadora desta exposição. Em 2000 organizou "Museus para um Novo Milénio", que durante cinco anos circulou por 17 museus e centros culturais de todo o mundo. Em Portugal foi apresentada no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. Esta exposição, trata-se de uma continuação “actualizada”.

Patente até 3 de Fevereiro na Culturgest, (Lisboa).

17 janeiro 2008

Livraria Lello

Hoje enquanto jantava, assistindo ao noticiário, ouvi uma notícia que me deixou exultante e simultaneamente arrepiada de surpresa pela coincidência dos acontecimentos: o jornal The Guardian nomeou a Livraria Lello (no Porto) com o 3º lugar, na categoria das mais belas livrarias do Mundo. Fiquei feliz por estar uma livraria portuguesa no pódio mundial e surpresa pela coincidência de estar sempre a lembrar-me dela e a compará-la com outras duas belíssimas livrarias (que me têm bailado insistentemente na memória nestes últimos dias), as que ficaram em primeiro e segundo lugar. Respectivamente a "Boekhandel Selexyz Dominicanen" em Maastricht (Holanda) e a "El Ateneu" em Buenos Aires (Argentina)... parece que ando com as ideias bem sintonizadas... ;-)
Todas as eleitas constituem dignos projectos de arquitectura orientada para realçar a companheira nobreza dos livros e excelentes motivos para justificar uma visita ou uma viajem.
Mais imagens da nossa belíssima Lello aqui.

15 dezembro 2007

Parabéns Oscar Niemayer

O ilustre arquitecto autor dos edifícios da cidade de Brasília, entre tantos outros semeados por este mundo fora, Oscar Niemayer faz hoje 100 anos de existência. É obra!
Homem vivo e vivido, começou por ser um bom vivant carioca que só terminou o ensino secundário aos 21 anos... depois, com o casamento sente o peso da responsabilidade que havia assumido para si, decide trabalhar e continuar os seus estudos. A partir daí a sua produtividade enquanto arquitecto e escultor é imensa. A sua obra, com um estilo característico, curvilíneo (recorrendo ao uso do betão para moldar as formas), encontra-se vastamente representada no no seu país natal bem como fora dele.
Do seu longo currículum destaco (segundo um critério absolutamente subjectivo, que tem a ver as minhas vivências), o: Edifício da Nações Unidas, o Centro de Arte Contemporânea de Niteroi, o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional, a Catedral de Brasília, o Casino do Funchal... mas este ser vivo, criador e centenário tem uma obra muito vasta. Com o objectivo de preservar o seu acervo, foi criada a Fundação Oscar Niemayer , nos finais dos anos 80.

De ideias próprias e defensor das suas convicções, entrou em conflito com a política do seu pais e foi obrigado a exilar-se em França. Acontecimento que foi benéfico para ambas as partes, na minha opinião!
Homem que se mantem lúcido e activo, que acredita e aposta na vida, voltou a casar-se aos 99 anos com a sua secretária, 40 anos mais nova(!) Já completaram um ano de casamento e ambos sublinham a importância da amizade como factor essencial da sua união. É bonito, comovente e uma grande lição para os mais novos.

E, como parece que o casamento opera grandes e boas transformações na vida deste homem, vamos continuar atentos aos seus feitos. Por agora prepara-se para projectar um estádio de futebol para a Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil.

É assim mesmo! Haja vida, haja obra.

22 outubro 2007

Real Gabinete Português de Leitura


Passo a transcrever um pouco da história desta instituição e convido à sua leitura integral ao longo do seu site, vale a pena navegá-lo e apreciar a beleza deste edifício.

«Em 14 de Maio de 1837, um grupo de 43 emigrantes portugueses do Rio de Janeiro - e deve-se sublinhar que isto ocorre somente 15 anos depois da Independência do país (...) resolveu criar uma biblioteca para ampliar os conhecimentos de seus sócios e dar oportunidade aos portugueses residentes na então capital do Império de ilustrar o seu espírito. Entre esses homens, cuja maioria era composta de comerciantes da praça, estavam alguns que haviam sido perseguidos em Portugal pelo absolutismo e que tinham emigrado para o Brasil. (...)

É possível que ao se preocuparem com o nível de instrução de seus compatriotas e ao quererem incutir em muitos o gosto pela leitura, os fundadores do “Gabinete” tenham sido inspirados pelo exemplo vindo da França, onde, logo seguir à revolução de 1789, começaram a aparecer as chamadas “boutiques à lire”, que nada mais eram do que lojas onde se emprestavam livros, por prazo certo, mediante o pagamento de uma determinada quantia. Os “gabinetes de leitura” criados no Brasil pelos portugueses (...) diferenciam-se, entretanto, daqueles estabelecimentos franceses por uma característica: é que neles não se fazia qualquer pagamento pelo empréstimo do livro. O sócio, ou o leitor, consultava-o na biblioteca ou levava-o para casa, sem que isso implicasse, para ele, em qualquer encargo.

(Com o) crescimento do acervo bibliográfico basta mencionar que em 1872 a biblioteca já possuía 20.471 obras (ou 44.917 volumes) (...) os dirigentes começam a pensar em construir uma sede de maiores dimensões e condizente com a importância da instituição. (...) E as comemorações do tricentenário da morte de Camões (1880) vão ser o grande pretexto para motivar a “colônia” portuguesa e levar adiante o projeto. Portugal atravessava crises medonhas (e) portugueses do Rio de Janeiro, de sólida formação intelectual e de grande prestígio, como Eduardo Rodrigues Cardoso Lemos, José Vasco Ramalho Ortigão, Visconde de Morais e outros, resolve fazer da participação da “colônia” nas celebrações camonianas um contraponto às disputas e à mesquinhez de além-mar. (Enfim... a história é cíclica...!)

(...) em 10 de Junho de 1880, com a presença do imperador D. Pedro II, do ministro do Império Barão Homem de Mello e do Presidente da Câmara Municipal Dr. Adolfo Bezerra de Menezes, é lançada a primeira pedra para a construção da nova sede do Gabinete Português de Leitura no terreno da rua da Lampadosa que tinha sido adquirido para esse fim.O projeto escolhido foi o do arquiteto português Rafael da Silva Castro, com seu traço neomanuelino a evocar a epopéia camoniana. O edifício, em pedra de lioz, com estátuas de Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, do Infante D. Henrique e de Luís de Camões sobre as mísulas da fachada, foi inaugurado em 10 de Setembro de 1887, com a presença da Princesa Isabel e do Conde D’Eu. Os trabalhos de construção tinham sido dirigidos pelo arquiteto Frederico José Branco e as pinturas e decorações em relevo estiveram a cargo do artista Frederico Steckel.

(Actualmente) O Real Gabinete Português de Leitura possui a maior e a mais valiosa biblioteca de obras de autores portugueses fora de Portugal.O seu acervo, inteiramente informatizado, é da ordem de 350.000 volumes. A biblioteca recebe de Portugal, pelo estatuto do "depósito legal", um exemplar das obras publicadas no país. »