31 outubro 2007

blogues vs livros

Aqui fica:

Parece-me que o importante é que cada tenha prazer em ler, independentemente do suporte.

29 outubro 2007

maldade legitimada como expressão artística?

Por e-mail foi informada sobre uma exposição ultrajante, que me deixou enojada e infeliz.

Em agosto deste ano, Guillermo Habacuc Vargas criou uma instalação intitulada "Exposición N° 1", uma mostra realizada na Galeria Códice, localizada em Manágua, capital da Nicarágua.

Ao som do hino sandinista tocado ao contrário, os visitantes deparavam-se, à entrada da exposição, com uma frase na parede ("eres lo que lees") cujas letras eram formadas por comida de cão, em biscoito. Um defumador colocado no chão queimava marijuana e crack... e preso a um canto da sala estava um cão faminto e doente que foi deixado morrer, entregue aos seus ferimentos, à fome e à sede...

Algumas notícias sobre este atentado à sanidade mental:

Chocado o suficiente? Ainda há mais:
Este ser (des)humano foi, imagine-se, o 'artista' escolhido para representar o seu país na 'Bienal Centro Americana Honduras 2008'!

Existe uma petição onde é pedido que ele não receba este prémio:

Este mundo está louco! Este criminoso e a galeria cumplice têm que sofrer represálias sérias, no mínimo.

Pessoalmente pouco me importa se este sujeito enumera valores e comportamentos sociais mais ou menos corretos na sociedade! Pois quem se assume como autor de semelhante instalação, social e moralmente não tem autoridade para criticar nada. A arte não justifica a prática de atrocidades. Aqui incluo a tauromaquia, também.

Para quem conseguir ver as imagens da exposição:

25 outubro 2007

tetris japonês

Cada vez me convenço mais que o que eles mais anseiam é ser parte integrante de um PC, robot ou software...

«Estou tão cansada disto e igualmente
do futuro antes mesmo de ele chegar»

Olive Schreiner

definições

"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive sem ter consciência de que é dono do seu destino.

"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.

"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
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"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

"Diabético" é quem não consegue ser doce.

"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus. "

"A amizade é um amor que nunca morre"
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"Deficiencias", Mário Quintana

24 outubro 2007

la linea

... e deste, lembram-se?


Pesca
Mozart

23 outubro 2007

barbapapa

Que saudades destes desenhos animados...

Mais imagens aqui. Mais infos aqui.

espólio de Jorge Amado

Agora uma notícia que ameaça empobrecer o Brasil, ao nível cultural: a possibilidade de o espólio de Jorge Amado ser doado a uma universidade norte americana.
A família de Jorge Amado afirmou que admite doar a uma universidade nos Estados Unidos as 250 mil peças de valor histórico e literário do acervo do escritor, por falta de recursos para as conservar. Notícia aqui.

Com tanto "mensalão" mal empregue, se algum político em crise de consciência, se lembrasse de "lavar a grana" e contribuir para a dignificação do seu país, poderia lançar mão a esta situação e ainda sair-se como herói da estória. Já agora: lembrem-se também do Tom Jobim!

Saravá, para quer for de saravá,
benção para quem for de benção!

22 outubro 2007

Real Gabinete Português de Leitura


Passo a transcrever um pouco da história desta instituição e convido à sua leitura integral ao longo do seu site, vale a pena navegá-lo e apreciar a beleza deste edifício.

«Em 14 de Maio de 1837, um grupo de 43 emigrantes portugueses do Rio de Janeiro - e deve-se sublinhar que isto ocorre somente 15 anos depois da Independência do país (...) resolveu criar uma biblioteca para ampliar os conhecimentos de seus sócios e dar oportunidade aos portugueses residentes na então capital do Império de ilustrar o seu espírito. Entre esses homens, cuja maioria era composta de comerciantes da praça, estavam alguns que haviam sido perseguidos em Portugal pelo absolutismo e que tinham emigrado para o Brasil. (...)

É possível que ao se preocuparem com o nível de instrução de seus compatriotas e ao quererem incutir em muitos o gosto pela leitura, os fundadores do “Gabinete” tenham sido inspirados pelo exemplo vindo da França, onde, logo seguir à revolução de 1789, começaram a aparecer as chamadas “boutiques à lire”, que nada mais eram do que lojas onde se emprestavam livros, por prazo certo, mediante o pagamento de uma determinada quantia. Os “gabinetes de leitura” criados no Brasil pelos portugueses (...) diferenciam-se, entretanto, daqueles estabelecimentos franceses por uma característica: é que neles não se fazia qualquer pagamento pelo empréstimo do livro. O sócio, ou o leitor, consultava-o na biblioteca ou levava-o para casa, sem que isso implicasse, para ele, em qualquer encargo.

(Com o) crescimento do acervo bibliográfico basta mencionar que em 1872 a biblioteca já possuía 20.471 obras (ou 44.917 volumes) (...) os dirigentes começam a pensar em construir uma sede de maiores dimensões e condizente com a importância da instituição. (...) E as comemorações do tricentenário da morte de Camões (1880) vão ser o grande pretexto para motivar a “colônia” portuguesa e levar adiante o projeto. Portugal atravessava crises medonhas (e) portugueses do Rio de Janeiro, de sólida formação intelectual e de grande prestígio, como Eduardo Rodrigues Cardoso Lemos, José Vasco Ramalho Ortigão, Visconde de Morais e outros, resolve fazer da participação da “colônia” nas celebrações camonianas um contraponto às disputas e à mesquinhez de além-mar. (Enfim... a história é cíclica...!)

(...) em 10 de Junho de 1880, com a presença do imperador D. Pedro II, do ministro do Império Barão Homem de Mello e do Presidente da Câmara Municipal Dr. Adolfo Bezerra de Menezes, é lançada a primeira pedra para a construção da nova sede do Gabinete Português de Leitura no terreno da rua da Lampadosa que tinha sido adquirido para esse fim.O projeto escolhido foi o do arquiteto português Rafael da Silva Castro, com seu traço neomanuelino a evocar a epopéia camoniana. O edifício, em pedra de lioz, com estátuas de Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, do Infante D. Henrique e de Luís de Camões sobre as mísulas da fachada, foi inaugurado em 10 de Setembro de 1887, com a presença da Princesa Isabel e do Conde D’Eu. Os trabalhos de construção tinham sido dirigidos pelo arquiteto Frederico José Branco e as pinturas e decorações em relevo estiveram a cargo do artista Frederico Steckel.

(Actualmente) O Real Gabinete Português de Leitura possui a maior e a mais valiosa biblioteca de obras de autores portugueses fora de Portugal.O seu acervo, inteiramente informatizado, é da ordem de 350.000 volumes. A biblioteca recebe de Portugal, pelo estatuto do "depósito legal", um exemplar das obras publicadas no país. »

Rússia em destaque #2

O Palácio Nacional de Mafra, onde decorre na sexta-feira a cimeira entre União Europeia e Rússia, inaugura nesse dia uma exposição que demonstra o interesse que o país suscita no Ocidente desde há muito.
«A Rússia na Biblioteca do Real Paço de Mafra» é o título da exposição que vai reunir cerca de 100 obras da biblioteca (livros, documentos, cartografia) e outras cedidas por coleccionadores particulares (por exemplo armas, moedas, ícones). «Quando soubemos que a cimeira decorreria no Palácio, fomos à biblioteca procurar obras que ou fossem russas ou falassem da Rússia e encontrámos cerca de 800 títulos«, referiu a directora deste monumento, Margarida Montenegro.

A biblioteca de Mafra, que ocupa a mais vasta de todas as salas do edifício, possui cerca de 38 mil livros, que vão do século XV ao século XIX. Para a directora, as «histórias da Rússia» encontradas na biblioteca «demonstram o interesse que já tinha ao tempo de D. João V».

(fonte: Diario Digital)