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15 abril 2009

Niki - "joie de vivre"

Niki de Saint Phalle está em exposição na Fundação Eugénio de Almeida (Évora) até 24 de Maio.
No seu trabalho Niki fala de si, do que sentia, do Amor, da Liberdade, da Mulher, do Bem e do Mal. Muitos dos trabalhos expostos são relativos ao projecto de land art "Jardim do Tarot", um projecto inspirado no Parque Buel, de Gaudi, em Barcelona. Também estão patentes registos do seu Diário Californiano, onde a temática é mais intimista e revela os seus estados de espírito.
Pessoalmente gosto muito das Nanas e das esculturas cinéticas que ela desenvolveu com o grande amor da sua vida - Jean Tinguely - a história desta relação é digna de um romance, aliás, toda a vida da Niki o é, mas fica para outro post. Aqui ficam algumas imagens captadas em Estocolmo, nos jardins do Moderna Museet, das obras referidas.

12 abril 2009

perfume de quem é especial

Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta. De sol quando acorda. De flor quando ri. Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda. Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça. Lambuzando o queixo de sorvete. Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher. O tempo é outro. E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver.

Tem gente que tem cheiro de colo de Deus. De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul. Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis. Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo. Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso. Ao lado delas, pode ser Abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.

Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra. Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza. Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria. Recebendo um buquê de carinhos. Abraçando um filhote de urso panda. Tocando com os olhos os olhos da paz. Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave de sua presença soprando nosso coração.

Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa. Do brinquedo que a gente não largava. Do acalanto que o silêncio canta. De passeio no jardim. Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo. Corre em outras veias. Pulsa em outro lugar. Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está conosco, juntinho ao nosso lado. E a gente ri grande que nem menino arteiro.

Tem gente como você que nem percebe como tem a alma Perfumada! E que esse perfume é dom de Deus.

(Ana Jácomo "Almas Perfumadas")

06 abril 2009

sorriso de 360º


Near and far are the same place.
The horizon around us has a
three-hundred-and-sixth degree smile.
Even the tiniest fish as it leaps
wears the firmament like a crown.
(Fish jumping - Harald Sverdrup, in: The Nordic Light)

15 junho 2008

23 maio 2008

... OLHANDO PARA CIMA,
NA BAIXA.

13 abril 2008

Volare





Mais arte bruta.
Esta é uma das minhas peças preferidas.

02 abril 2008

a minha "arte bruta"

Hoje inicio a colocação de imagens de algumas das minhas esculturas.


Estas peças foram produzidas entre 1983 e 1992, com materiais colhidos das praias, madeiras, sobretudo. Tirei partido do que as formas iniciais me sugeriam, depois "escavei" e "esgravatei" até à forma humana. Nunca tive aulas de escultura, (ainda hoje) quando esculpo faço-o intuitivamente quase sob transe e utilizo qualquer ferramenta à mão: facas, colheres, serrote... e água para amaciar.

Para o torso masculino precisei de pesquisar imagens de arte clássica italiana, claro que também recorri à memória táctil.
O corpo feminino, naturalmente é-me mais fácil... conheço-o de perto, esta-me gravado nas mãos.
(continuação em futuros posts)

"Arte Bruta" ou arte em bruto, é uma designação criada por Jean Dubuffet, utilizada para descrever a arte criada por pessoas exteriores ao mundo das artes e/ou ao mundo "normal" do adulto, como crianças, deficientes mentais e criminosos.

21 fevereiro 2008

03 fevereiro 2008

16 dezembro 2007

Sê















Sê paciente; espera
que a palavra amadureça
e se desprenda como um fruto
ao passar o vento que a mereça.
.
Eugénio de Andrade

15 dezembro 2007

Parabéns Oscar Niemayer

O ilustre arquitecto autor dos edifícios da cidade de Brasília, entre tantos outros semeados por este mundo fora, Oscar Niemayer faz hoje 100 anos de existência. É obra!
Homem vivo e vivido, começou por ser um bom vivant carioca que só terminou o ensino secundário aos 21 anos... depois, com o casamento sente o peso da responsabilidade que havia assumido para si, decide trabalhar e continuar os seus estudos. A partir daí a sua produtividade enquanto arquitecto e escultor é imensa. A sua obra, com um estilo característico, curvilíneo (recorrendo ao uso do betão para moldar as formas), encontra-se vastamente representada no no seu país natal bem como fora dele.
Do seu longo currículum destaco (segundo um critério absolutamente subjectivo, que tem a ver as minhas vivências), o: Edifício da Nações Unidas, o Centro de Arte Contemporânea de Niteroi, o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional, a Catedral de Brasília, o Casino do Funchal... mas este ser vivo, criador e centenário tem uma obra muito vasta. Com o objectivo de preservar o seu acervo, foi criada a Fundação Oscar Niemayer , nos finais dos anos 80.

De ideias próprias e defensor das suas convicções, entrou em conflito com a política do seu pais e foi obrigado a exilar-se em França. Acontecimento que foi benéfico para ambas as partes, na minha opinião!
Homem que se mantem lúcido e activo, que acredita e aposta na vida, voltou a casar-se aos 99 anos com a sua secretária, 40 anos mais nova(!) Já completaram um ano de casamento e ambos sublinham a importância da amizade como factor essencial da sua união. É bonito, comovente e uma grande lição para os mais novos.

E, como parece que o casamento opera grandes e boas transformações na vida deste homem, vamos continuar atentos aos seus feitos. Por agora prepara-se para projectar um estádio de futebol para a Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil.

É assim mesmo! Haja vida, haja obra.

09 dezembro 2007

Já está quase...

... já agora: gostaria que nevasse durante a quadra natalícia.
Será que ele é capaz disso?
:-)
Independentemente do que possa vir a acontecer e, porque o Natal também está associado a músicas (que por vezes me entristecem), aqui fica a música de Natal que me deixa com uma enorme boa disposição (com vontade de dançar e pular ao melhor estilo de "singing in the rain") sempre que a ouço: "Let it snow". Aqui, na voz de Michael Bublé. Querem melhor?
.
E já agora a letra, para completar:

Let It Snow
Oh the weather outside is frightful
But the fire is so delightful
And since we've no place to go
Let it snow, let it snow, let it snow
.
It doesn't show signs of stopping
And I've brought some corn for popping
The lights are turned way down low
Let it snow, let it snow, let it snow
.
When we finally kiss goodnight
How I hate going out in the storm
But if you really hold me tight
All the way home I'll be warm
.
The fire is slowly dying
And my dear we're still goodbye-ing
As long as you love me so
Let it snow, let it snow, let it snow
.
Oh, it doesn't show signs of stopping
And I've brought some corn for popping
and the lights are turned way down low
Let it snow, let it snow, let it snow
OH... let it snow
.
All the way home I'll be warm
All the way home I'll be warm
.
The fire is slowly dying
And my dear I'm still goodbye-ing
As long you love me so
.
Let it snow, Let it Snow, Let it snow
Let it snow, Let it snow, Let it snow
Let it snow, Let it snow, Let it snow

24 novembro 2007

em Estocolmo:

«Mais importante do que a obra de arte propriamente dita, é o que ela vai gerar. A arte pode morrer; um quadro, desaparecer. O que conta é a semente»
Joan Miró

17 novembro 2007

a brisa

«... assim a brisa nos ramos diz, sem o saber, uma imprecisa coisa feliz»
Fernando Pessoa

em Estocolmo é assim:

«Ser civilizado quer dizer que você sabe o suficiente para não comer com as mãos;
ser culto significa que você sabe porque não fazê-lo»
William Rotsler

16 novembro 2007

tempos perdidos...

... trancas à porta...
... tempos guardados...
... tempos fechados.

15 novembro 2007

tríptico

«Elegância é a arte de não se fazer notar, aliada ao cuidado subtil de se deixar distinguir»
Paul Valéry

14 novembro 2007

regressos...

Estou muito necessitada de lá voltar!
Há ainda tanto para ver que não foi visto,
... e tanto para viver, que não foi vivido.

06 novembro 2007

alenluz

Sombra (trans) Lúcida.