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13 outubro 2013

What makes a hero?

«Na caverna em que você tem medo de entrar, está o tesouro que você busca»
Joseph Campbell





O mito da jornada do herói existe em todas as culturas humanas e continua actual.

22 janeiro 2008

Escrever Escrever

"Escrever Escrever"... já é escola!

Em Fevereiro começam os cursos desta nova escola, totalmente dedicada a cursos de escrita nas suas mais variadas vertentes.
São inicialmente cursos breves de apenas 1 mês, com uma sessão por semana. As inscrições já estão abertas e, sendo que os grupos têm no máximo entre 9 e 12 participantes, há um número reduzido de vagas.


A localização - em plena Praça Luís de Camões, no Chiado.
O telefone - 91 119 77 97 - e o mail info@escreverescrever.com já estão operacionais.
Contacto - Conceição Garcia.

04 outubro 2007

uma parábola indiana

«Uma vez um homem enquanto viajava entrou acidentalmente no paraíso. Na perspectiva indiana de paraíso, existem árvores-dos-desejos. Nós simplesmente sentamos debaixo delas, pedimos um desejo e imediatamente o desejo torna-se realidade - não há intervalo entre o desejo e sua realização.
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O homem estava cansado e adormeceu à sombra da árvore-dos-desejos. Quando despertou, estava com muita fome, então disse: "Estou com tanta fome, desejaria poder conseguir alguma comida de algum lugar". E imediatamente apareceu comida, vinda do nada, simplesmente uma deliciosa comida flutuando no ar.
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Ele estava tão faminto que não prestou atenção de onde a comida viera (quando se está com fome, não se é filósofo!). Começou a comer imediatamente, a comida era deliciosa... Depois, a fome tendo desaparecido, o homem olhou à sua volta... Agora estava satisfeito.
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Outro pensamento surgiu na sua mente: "Se ao menos pudesse conseguir algo para beber..." E como não há proibições no paraíso, imediatamente apareceu um excelente vinho. Bebendo o vinho descontraidamente aproveitando a brisa fresca do paraíso, sob a sombra da árvore, começou a pensar: "O que está a acontecer? O que se passa? Estarei a sonhar ou existem espíritos em meu redor que estão fazendo truques comigo?"... E espíritos apareceram. E eram ferozes, horríveis, hediondos.
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O homem começou a tremer e um pensamento surgiu na sua mente: "Agora vou ser assassinado, com certeza...!!"
E ele foi assassinado.»


(A nossa mente é a árvore-dos-desejos - o que pensamos, mais cedo ou mais tarde, realiza-se...)

02 outubro 2007

lição zen

Certo dia, um Samurai, que era um guerreiro muito orgulhoso, veio ver um Mestre Zen.
Embora fosse muito famoso, ao olhar o Mestre, a sua beleza e o encanto daquele momento, o samurai sentiu-se repentinamente inferior.
Então perguntou ao Mestre:
- "Por que me estou a sentir inferior? Apenas um momento atrás, tudo estava bem. Quando aqui entrei, subitamente senti-me inferior e jamais me senti assim antes. Encarei a morte muitas vezes, mas nunca experimentei medo algum. Por que me estou a sentir assustado agora?"
O Mestre respondeu:
- "Espere. Quando todos tiverem partido, responderei."
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Durante todo o dia, pessoas chegavam para ver o Mestre e o samurai estava a ficar mais e mais cansado de esperar. Ao anoitecer, quando o quarto estava vazio, o samurai tornou a perguntar:
- "Agora pode responder-me porque me sinto inferior?"
O Mestre levou-o para fora. Era uma noite de lua cheia e a lua estava justamente surgindo no horizonte. E disse:
- "Olhe para estas duas árvores: a árvore alta e a árvore pequena ao seu lado. Ambas estiveram juntas ao lado da minha janela, todos estes anos e nunca houve problema algum. A árvore menor jamais disse à maior: "Por que me sinto inferior diante de ti?" Esta árvore é pequena e aquela é grande - este é um facto e nunca ouvi sussurro algum sobre isso."
O samurai então argumentou:
- "Isto dá-se porque elas não se podem comparar."
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E o Mestre replicou:
- "Então não precisa perguntar-me. Você sabe a resposta. Quando você não compara, toda a inferioridade e superioridade desaparecem. Você é o que é e simplesmente existe. Um pequeno arbusto ou uma grande e alta árvore, não importa, você é você mesmo. Uma folhinha da relva é tão necessária quanto a maior das estrelas. O canto de um pássaro é tão necessário quanto qualquer Buda, pois o mundo será menos rico se este canto desaparecer. Olhe simplesmente à sua volta. Tudo é necessário e tudo se encaixa. É uma unidade orgânica: ninguém é mais alto ou mais baixo, ninguém é superior ou inferior. Cada um é incomparavelmente único. Você é necessário e basta. Na natureza, o tamanho não importa.Tudo é expressão igual de vida."

28 setembro 2007

o meu mito preferido

Eros e Psyche

O primeiro conto de fadas, contado por Apuleio. A alegoria da união ideal do Amor (Eros) e da Alma (Psyche).


19 setembro 2007

o caminho...

«Um dia, um bezerro precisou atravessar a floresta virgem para voltar para o seu pasto.
Sendo animal irracional, abriu uma trilha tortuosa, cheia de curvas, subindo e descendo colinas...
No dia seguinte, um cão que passava por ali, usou essa mesma trilha torta para atravessar a floresta. Depois foi a vez de um carneiro, líder de um rebanho, que fez os seus companheiros seguirem pela trilha torta.
Mais tarde, os homens começaram a usar esse caminho: entravam e saíam, viravam à direita, à esquerda, baixando-se, desviando-se de obstáculos, reclamando e praguejando, até com um pouco de razão... Mas não faziam nada para mudar a trilha...
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Depois de tanto uso, a trilha acabou por ficar uma estradinha onde os pobres animais carregavam com cargas pesadas, sendo obrigados a percorrer em três horas uma distância que poderia ser vencida no máximo em uma hora, caso a trilha não tivesse sido aberta por um bezerro.
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Muitos anos se passaram e a estradinha tornou-se a rua principal de uma vila, e posteriormente a avenida principal de uma cidade. Logo, a avenida transformou-se no centro de uma grande metrópole, e por ela passaram a transitar diariamente milhares de pessoas, seguindo a mesma trilha torta feita pelo bezerro... centenas de anos antes...
Os homens tem a tendência de seguir como cegos por trilhas feitas por pessoas inexperientes, e esforçam-se de sol a sol a repetir o que os outros já fizeram.
Contudo, a velha e sábia floresta ria daquelas pessoas que percorriam aquela trilha, como se fosse um caminho único... sem se atreverem a mudá-lo.»
Autor Desconhecido

28 junho 2007

Ondas de Contos

Pelo segundo ano consecutivo:

... epílogo de mais um ano de trabalho na promoção e formação para contadores,

com base no projecto "Histórias de Ida e Volta".

Programa "Ondas de Contos II"

15 junho 2007

lição do carvão

O pequeno Zeca entra em casa, após a aula, batendo forte os seus pés no soalho da casa. O seu pai, que se dirigia para o quintal para fazer alguns serviços na horta, ao ver aquilo chama o menino para uma conversa.
Zeca, de oito anos de idade, acompanha-o desconfiado. Antes que o seu pai dissesse alguma coisa, fala irritado:
- Pai, estou com muita raiva. O Juca não deveria ter feito o que fez comigo. Desejo tudo de mal para ele. Só me apetece matá-lo!
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O seu pai, um homem simples mas cheio de sabedoria, escuta calmamente o filho que continua a reclamar:
- O Juca humilhou-me na frente dos meus amigos. Não quero que isso volte a acontecer! Gostaria que ele ficasse doente, sem poder ir à escola.
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O pai escuta tudo sem dizer nada enquanto caminha até um abrigo onde tem guardado um saco cheio de carvão. Levou o saco até o fundo do quintal e o menino acompanhou-o, calado. Zeca vê o saco ser aberto e antes mesmo que ele pudesse fazer uma pergunta, o pai propõe-lhe algo:
- Filho, faz de conta que aquela camisa branquinha que está a secar no estendal é o teu amigo Juca e cada pedaço de carvão é um mau pensamento teu, endereçado a ele. Quero que mandes todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço. Depois eu volto para ver como ficou.
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O menino achou que seria uma brincadeira divertida e pôs mãos à obra. O estendal com a camisa estava longe do menino e poucos pedaços acertavam o alvo.
Passou-se uma hora e o menino terminou a tarefa. O pai, que espreitava tudo de longe, aproximou-se do menino e perguntou-lhe:- Filho como te sentes agora?
- Estou cansado, mas estou alegre porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa.
O pai olha para o menino, que fica sem entender a razão daquela brincadeira e, carinhosamente, diz-lhe:
- Vem comigo até o meu quarto, quero mostrar-te uma coisa.
O filho acompanha o pai até o quarto e é colocado em frente de um grande espelho onde pode ver o todo seu corpo. Que susto! Só se conseguia ver os seus dentes e os olhinhos. O pai, então, diz-lhe ternamente:
- Filho, viste que a camisa quase não se sujou; mas, olha só para ti. O mal que desejamos aos outros é como o que te aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com os nossos pensamentos, a borra, os resíduos, ficam sempre em nós mesmos.
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Autor desconhecido
Este conto é dedicado a quem se esconde no anonimato, aos bufos e demais criaturas com personalidade passiva-agressiva.

22 maio 2007

tales of mere existence...

"Loveland" ... good stories of bad romance.
..
Filmes e BD pelo traço simples e preciso de Lev Yilmaz que podem ser visionados no seu site ou no YouTube.
Lev apresenta-nos um humor citadino, umas vezes irónico, outras neurótico e depressivo, sobre as pequenas histórias (sem heróis nem vitórias) que fazem o nosso dia-a-dia.
Aqui fica uma amostra:

"Procrastination"